Superlotados, os acampamentos de Dabaab enfrentam graves problemas. Apesar de o número de somalis chegando todos os dias no Quênia ter diminuído, a situação continua grave.
Quase dois milhões de somalis ainda não têm acesso à comida. A briga entre o Quênia, que resolveu invadir a Somália recentemente, e o al-Shabaab também dificultou a fuga para o país vizinho. Muitos temem ser confundidos com insurgentes.
A ONU especula que cerca de 160 mil crianças com menos de 5 anos sofrendo de desnutrição aguda podem morrer nas próximas semanas. A organização também vem alertando para o risco de proliferação da cólera e da malária, principalmente na capital somali de Mogadíscio.
"Estou ajudando as pessoas aqui, mas às vezes é de cortar o coração. Pessoas estão sofrendo. Às vezes, eles morrem na sua frente. E, por mais que você queira ajudar, eles são tantos (que você não consegue) – disse Amin, que trabalha no campo de refugiados no Quênia.
Em julho, a ONU decretou fome em cinco zonas da Somália. Foiquando uma foto chocou o mundo.
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| Minhaj Gedi Farah, estava em silêncio em uma cama de hospital há três meses |
Minhaj era um dos bebês internados em estado grave no campo de Dadaab, no Quênia, para onde muitos somalis fogem da crise humanitária e da violência.
Com 7 meses, Minhaj pesava apenas 3.2 quilos, menos que muitos recém-nascidos.
Depois de três transfusões de sangue e alimentação intensiva com Plumpy'nut, (uma pasta de amendoim enriquecida com vitaminas), Minhaj chegou 4.1kgs e foi liberado do hospital.